quarta-feira, 4 de março de 2009

O masoquismo esportivo e o esporte educacional

Praticar qualquer esporte competitivamente nunca foi, não é e jamais será divertido, muito menos saudável. Mas é viciante e, também, educativo!

Penso que vocês sabem que eu nado. O que talvez alguns não saibam é que dos 20 anos de vida que tenho, 16 foram e/ou são dentro de uma piscina. Tá certo que nunca obtive resultados de expressão nacional, nunca fui uma nadador badalado, mas posso me orgulhar em dizer que conheço os dois lados do esporte. São eles o competitivo e o de lazer, que trás consigo as questões de saúde e educação. Aliás o quesito educacional está nos dois lados.

Esse ano tem muitos amigos voltando a treinar aqui em Goiânia. Graças ao Campeonato Brasileiro Master, que será realizado aqui em nossa capital no final de abril. E ver um treino desses não é nada animador. Ver um ser humano chegando ao seu limite físico é um tanto quanto nojento. Aí muitos pensam: pra que isso? Primeiro, atletas vivem de desafios, e nadar em casa, como nós vamos nadar é um baita desafio, pois lá estarão nossos pais, amigos, namorada e afins. Segundo, que decorre do primeiro, ser desafiado por um treinador. "Você não vai conseguir" ou mesmo um incentivo positivo "vai valer a pena, vamos ser campeões brasileiros", para um atleta ouvir um desafio ou um incentivo é a melhor coisa do mundo.

Mas eu falei tudo isso para chegar ao seguinte ponto: a parcela da população que desportista profissional é mínima. Mas mesmo para estes o esporte pode fazer milagre, principalmente naqueles quesitos que citei no início. Por isso fiquei contente em saber do projeto de Lei que tramita no Congresso Nacional em querer tornar a natação como matéria obrigatória na grade curricular. Pois, praticada de forma moderada e instruída, tal esporte pode melhorar sua saúde. Mas o objetivo maior, e talvez de maior importância neste momento, seja a melhora educacional que que nossas crianças vão ganhar. Ganharão concentração, disciplina e aprenderão que vencer e perder faz parte do show da vida. Serão, sem sombra de dúvidas, seres humanos melhores.

Parabéns a quem propôs o projeto (eu me esqueci agora qual deputado foi). Em pequenas atitudes assim eu ainda teimo em acreditar nos homens. Ainda vamos chegar em algum lugar!

Um comentário:

Breno Magalhães disse...

Eu sempre acreditei no ser humano. Não acredito muito em você, mas o homem me surpreende só de fazer coisas que são no mínimo sua obrigação. Bonitinho né.