domingo, 4 de outubro de 2009

2016 lá vou eu

É, eu não era a favor, por motivos óbvios, basta lembrarmos do Pan 2007. Milhões de reais sumidos, ninguém viu...vai acontecer novamente, eu sei, mas agora não adianta fazer biquinho e torcer para tudo dar errado. Pelo contrário, é momento de união para que tudo saia da melhor forma possível.

Ouvi muito desde sexta: "as Olimpíadas são do Rio e não do Brasil". Em tese sim, na prática penso que não. Claro que as melhorias de infra-estrutura e afins são da capital fluminense, mas os milhares de turistas que vem assistir a competição podem dar uma "esticadinha" para o nordeste, pantanal e, por que não, ali em Caldas Novas. Para nós que estamos há 150 km da cidade hidrotermal ir lá é comum, para quem mora em países gelados aquilo ali é o paraíso. A Olimpíada do Rio vai refletir em muitos outros lugares do país sim!

Agora, de longe, o maior beneficiado dessa história toda é o esporte olímpico brasileiro. Que venham os novos Cielos, Gibas, Fabianas e Maurrens.

Ah e que eu também esteja lá...hehehe

terça-feira, 26 de maio de 2009

De novo

É incrível como está se repetindo em uma velocidade louca. De fato devo reconhecer que pelo menos os personagens são diferentes. Digo os coadjuvantes, pois os principais não podem mudar, ao contrário não seria uma repetição.


Acho que o fato de ir tentar buscar refúgio em outros cantos, outros ombros, pode ter, de certa forma, me acalentado um pouco. Muitos (as) dos que ficaram para trás não se mostram mais. Tem lá aquele probleminha da comunicação, mas ninguém é perfeito. Se hoje já não estamos lado a lado é porque não era daquele jeito que pensávamos.


Outros vivem indo e vindo. Se vão ficar? Não da para saber, afinal de contas “é cedo ou tarde demais!”. Eu só queria entender como pessoas diferentes conseguem proceder de maneiras tão iguais. Isso chega a ser irritante.


Mas já superei uma, duas, três vezes, não vai ser na quarta que vou me entregar. Jamais entregarei os pontos, mesmo que isso custe mais pessoas indo e vindo.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

É tão estranho...

...os bons morrem jovens. Renato Russo foi um cara iluminado, e entre o legado de mensagens deixadas por ele, essas é uma delas.

Mas nem sempre só a matéria morre. Talvez a pior morte seja aquela onde se segue vivo. Por isso, os bons sentimentos também morrem cedo. Onde estaria a inocência das crianças? O carinho dos pequenos? A sinceridade? A ousadia dos jovens?

E tudo isso fica na lembrança de cada um, das épocas de outrora, onde éramos um tanto quanto mais contentes. O resgate dos valores nunca cogita apenas buscar aqueles de quando éramos crianças. Tem-se que ir buscar aqueles bem mais distantes, de décadas passadas.

Quando vamos aprender a viver? Quando vamos aprender a não deixar os bons sentimentos morrerem tão cedo? Não sei! E para te falar a verdade não quero saber, isso faria com que eu ficasse louco.

Gostaria apenas de conhecer mais pessoas como o meu bisavô, que infelizmente se foi há três anos. Ele só descobriu a vida depois dos 80. Pelo menos alguém descobriu...

sexta-feira, 13 de março de 2009

Os pensamentos de Kleber

É madrugada de quinta para sexta. Há cerca de cinco horas Kléber Barbosa da Silva jogou um monomotor, onde também estava sua filha, contra o estacionamento do Flamboyant. Até ai nenhuma novidade. Mas nessas horas temos a mania de pensar com se sente a família dele, ou da criança. E mais, como está a cabeça da mãe da menina, que foi agredida um dia antes pelo mesmo Kleber. Uma criança inocente, de cinco ou seis anos, que teve a vida ceifada por um psicopata. Pois bem, eu prefiro imaginar o que pensava esse psicopata...

Eu vi esse avião sobrevoando Goiânia, eram mais ou menos 18h05. Tinha acabado de sair da Tv e estava indo pegar ônibus para chegar até a faculdade. Achei estranho uma aeronave tão baixa, e com um helicóptero atrás. Outras pessoas viram o caça da FAB que acompanhava o monomotor, mas esse eu não vi. Agora chego a pensar que talvez Kleber tenha cogitado a idéia de se jogar contra a Organização Jaime Câmara. Pode ser loucura minha, mas como todo mundo odeia aquela empresa, não duvido de nada.

Durante os flashes de imagens dos poucos segundos que vi o avião fico pensando no que pensava Kleber. No local perfeito para matar mais pessoas? Onde causaria mais impacto? Talvez ele tenha pensado demais, a dúvida consumiu Kleber. Se ele realmente quisesse matar tantas pessoas, como estão dizendo por ai, ele não teria esperado o combustível acabar, pois assim como acabou acontecendo, o avião não explodiu. Ou queria ele ter um velório digno? Por que com o corpo carbonizado isso seria impossível.

O que pensava Kleber ao saber que iria matar sua filha? Será que ele tinha consciência que aquela criança não tinha culpa de nada que possa ter acontecido de ruim na vida dele? Será que ele tinha consciência real de quem estava com ele naquela aeronave?

De uma coisa eu tenho certeza, desde o inicio ele sabia que não pisaria mais em solo firme. Já roubou o monomotor com o suicídio planejado. As causas? Ninguém sabe ainda. E talvez ninguém nunca saiba, pois Kleber está morto, e só ele poderia dizer passo a passo tudo o que pensou e que fez.

Digo-lhes que ele morreu sabendo que iria morrer, o que não significa que estava consciente de seu ato. Pois, creio eu, ele não estava em seu estado normal. Então fico me perguntando o que Kleber pensava sobre isso ou sobre aquilo? E chego a seguinte conclusão: Kleber não pensava!

quarta-feira, 4 de março de 2009

O masoquismo esportivo e o esporte educacional

Praticar qualquer esporte competitivamente nunca foi, não é e jamais será divertido, muito menos saudável. Mas é viciante e, também, educativo!

Penso que vocês sabem que eu nado. O que talvez alguns não saibam é que dos 20 anos de vida que tenho, 16 foram e/ou são dentro de uma piscina. Tá certo que nunca obtive resultados de expressão nacional, nunca fui uma nadador badalado, mas posso me orgulhar em dizer que conheço os dois lados do esporte. São eles o competitivo e o de lazer, que trás consigo as questões de saúde e educação. Aliás o quesito educacional está nos dois lados.

Esse ano tem muitos amigos voltando a treinar aqui em Goiânia. Graças ao Campeonato Brasileiro Master, que será realizado aqui em nossa capital no final de abril. E ver um treino desses não é nada animador. Ver um ser humano chegando ao seu limite físico é um tanto quanto nojento. Aí muitos pensam: pra que isso? Primeiro, atletas vivem de desafios, e nadar em casa, como nós vamos nadar é um baita desafio, pois lá estarão nossos pais, amigos, namorada e afins. Segundo, que decorre do primeiro, ser desafiado por um treinador. "Você não vai conseguir" ou mesmo um incentivo positivo "vai valer a pena, vamos ser campeões brasileiros", para um atleta ouvir um desafio ou um incentivo é a melhor coisa do mundo.

Mas eu falei tudo isso para chegar ao seguinte ponto: a parcela da população que desportista profissional é mínima. Mas mesmo para estes o esporte pode fazer milagre, principalmente naqueles quesitos que citei no início. Por isso fiquei contente em saber do projeto de Lei que tramita no Congresso Nacional em querer tornar a natação como matéria obrigatória na grade curricular. Pois, praticada de forma moderada e instruída, tal esporte pode melhorar sua saúde. Mas o objetivo maior, e talvez de maior importância neste momento, seja a melhora educacional que que nossas crianças vão ganhar. Ganharão concentração, disciplina e aprenderão que vencer e perder faz parte do show da vida. Serão, sem sombra de dúvidas, seres humanos melhores.

Parabéns a quem propôs o projeto (eu me esqueci agora qual deputado foi). Em pequenas atitudes assim eu ainda teimo em acreditar nos homens. Ainda vamos chegar em algum lugar!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Morena

Foi intenso, efêmero, porém intenso...

Apesar de certo grau de parentesco eram dois estranhos. Ela uma menina do litoral paulista, pele bronzeada, lábios grossos. Mas o que mais chamava atenção eram as duas belas esmeraldas, ou seriam dois belos olhos? Esmeralda é pedra característica da terra dele, Goiás. Ele é do coração do país, é alto, nem gordo nem magro, um cara comum.


Uma visita à família que fica no meio do caminho cruzou o caminho deles. Vitória foi o cenário do encontro. De cara me parece que eles não se deram. Salvo engano, sequer se cumprimentaram. Tempos depois ele me disse que já havia ficado encantado naquele primeiro momento. Discrição era algo que ela tinha, até demais. Mas em algum momento isso iria ruir.


Veio a primeira noite e com ela os primeiros sinais de que aquele fim de semana não seria apenas mais um. Os primeiros entreolhares, a primeira troca de palavras. Ele sentiu medo, e preferiu se acalentar em outro canto da casa. Ela estava mais a vontade, com suas primas também do litoral paulista. Se tudo continuasse assim nada ia acontecer, ambos sabiam disso.


O segundo e, também, último dia de visita à família reserva o que podemos chamar de surpresas. Ele foi alertado pelo seu pai de que não deveria atrever-se a nada. Mas quando viu aquela bela moça de olhos estonteantes, com os cabelos molhados, sentada ao seu lado, ele, pela primeira vez, sentiu que seria difícil sua tarefa de ficar quieto durante aquela tarde.


Chegaram a casa de um primo e lá voltaram a distanciar-se um do outro. Era um churrasco. Ele acabou se inturmando. Conversou sobre política, futebol, praia, trabalho...Quando a musica mudou e veio um forrozinho ele teve vontade de ir até ela, mas ficou só na vontade. Olharam-se mais algumas vezes. Ela se mostrava distante e ele, sei lá, talvez fosse um misto de covardia com medo.


Penso que os dois já estavam certos de que ela voltaria para São Paulo e ele para Goiás do mesmo jeito que vieram. Aliás, não do mesmo jeito, voltariam com um sentimento de vontade não consumada. Eu disse voltariam...


Ele passou pela sala, lá estava ela, deitada no colo de outro. Assistiam uma comédia romântica. Sugestivo não? Ele decidiu ir jogar baralho, tentar se divertir um pouco. Mas ao final do jogo ele percebeu que ela estava sozinha em um quarto ali do lado. O impulso foi mais forte do que a razão, e ele entrou no quarto. Ela estava deitada, ele deitou-se ao seu lado. Conversaram muito, ela fugiu, ele insistiu, ela cedeu, eles se beijaram.

Teoricamente esse seria o fim da história, mas algo me diz que esse é apenas o primeiro capitulo.

sábado, 10 de janeiro de 2009

A tal nostalgia

Aconteceu, passou e agora da saudades. É incrível a capacidade que temos de reclamar da nossa vida e, anos depois, percerber que ela era maravilhosa e que temos saudadades de tais épocas.

Esse mês de Janeiro me lembra muito minha vida estudantil. É tempo de comprar o material escolar. Eu adorava comprar um caderno novo, lapiseira, caneta e etc. Bem é verdade que a lapiseira e as canetas não passavam da primeira semana, e o caderno terminava o ano branquinho, mas eu gostava de comprá-los.

Aquela tensão de saber se entrariam alunos novatos, se todos aqueles que terminaram o ano continuariam no mesmo colégio...pode te parecer sentimentos tolos ou efêmeros, e não posso discordar de quem pensa assim, mas que atire a primeira pedra quem não tem saudades!

Nostalgia não é bom, fica o sentimento de prisão ao passado. Mas em determinados momentos ela torna-se inevitável. Lembrar-se dos bilhetinhos trocados, das conversas sobre as meninas...

Faculdade tem mil maravilhas, mas não tem essa magia da inocência de outrora. Foda, muito foda!