segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Felipe Rios, um guerreiro
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Universidades e times de futebol na natação
| Piscina do Parque Aquático da UniEvangélica |
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Disfarça e chora
Engraçado é que eu vivi tanta coisa antes, mas parece que só estive bem de verdade com você. E o êxtase, todos meus sonhos e planos foram ao chão. E o chão se despedaçou embaixo de mim, enquanto eu tentava cair de pé no abismo escuro.
Você me pede pra ficar bem, como se pedisse um beijo, num susurro carinhoso em meu ouvido. Naquele arrepio. Me pede pra ficar bem, como se pedisse mais. Ofegante. Suspirante. Sobre mim. Na cama. Com o corpo suado. Quente. Trêmulo.
Como se, deitada no meu peito, depois da explosão de sensações, me pedisse um cafuné. Como quem pede um banho quente e cama. Como quem pede, de manhã, só um café.
Sem malícia ou culpa. Sem medo ou escárnio. Ironia ou ressentimento. Inocente, apenas, você me pede pra ficar bem.
E eu, que sempre fiz tudo o que você pedia, fico impotente. Fico ciente de que não é por sua vontade que esse nó involuntário na garganta vai se tornar um sorriso. O sorriso, uma gargalhada. A gargalhada, sintoma de alegria.
Não é porque pediu. Não me peça pra ficar bem. Não me peça mais nada. Não tem mais esse direito.
*Texto de Wellington Borges - http://coisasqueeuqueriadizer.blogspot.com/
domingo, 4 de outubro de 2009
2016 lá vou eu
Ouvi muito desde sexta: "as Olimpíadas são do Rio e não do Brasil". Em tese sim, na prática penso que não. Claro que as melhorias de infra-estrutura e afins são da capital fluminense, mas os milhares de turistas que vem assistir a competição podem dar uma "esticadinha" para o nordeste, pantanal e, por que não, ali em Caldas Novas. Para nós que estamos há 150 km da cidade hidrotermal ir lá é comum, para quem mora em países gelados aquilo ali é o paraíso. A Olimpíada do Rio vai refletir em muitos outros lugares do país sim!
Agora, de longe, o maior beneficiado dessa história toda é o esporte olímpico brasileiro. Que venham os novos Cielos, Gibas, Fabianas e Maurrens.
Ah e que eu também esteja lá...hehehe
terça-feira, 26 de maio de 2009
De novo
É incrível como está se repetindo em uma velocidade louca. De fato devo reconhecer que pelo menos os personagens são diferentes. Digo os coadjuvantes, pois os principais não podem mudar, ao contrário não seria uma repetição.
Acho que o fato de ir tentar buscar refúgio em outros cantos, outros ombros, pode ter, de certa forma, me acalentado um pouco. Muitos (as) dos que ficaram para trás não se mostram mais. Tem lá aquele probleminha da comunicação, mas ninguém é perfeito. Se hoje já não estamos lado a lado é porque não era daquele jeito que pensávamos.
Outros vivem indo e vindo. Se vão ficar? Não da para saber, afinal de contas “é cedo ou tarde demais!”. Eu só queria entender como pessoas diferentes conseguem proceder de maneiras tão iguais. Isso chega a ser irritante.
Mas já superei uma, duas, três vezes, não vai ser na quarta que vou me entregar. Jamais entregarei os pontos, mesmo que isso custe mais pessoas indo e vindo.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
É tão estranho...
Mas nem sempre só a matéria morre. Talvez a pior morte seja aquela onde se segue vivo. Por isso, os bons sentimentos também morrem cedo. Onde estaria a inocência das crianças? O carinho dos pequenos? A sinceridade? A ousadia dos jovens?
E tudo isso fica na lembrança de cada um, das épocas de outrora, onde éramos um tanto quanto mais contentes. O resgate dos valores nunca cogita apenas buscar aqueles de quando éramos crianças. Tem-se que ir buscar aqueles bem mais distantes, de décadas passadas.
Quando vamos aprender a viver? Quando vamos aprender a não deixar os bons sentimentos morrerem tão cedo? Não sei! E para te falar a verdade não quero saber, isso faria com que eu ficasse louco.
Gostaria apenas de conhecer mais pessoas como o meu bisavô, que infelizmente se foi há três anos. Ele só descobriu a vida depois dos 80. Pelo menos alguém descobriu...
sexta-feira, 13 de março de 2009
Os pensamentos de Kleber
É madrugada de quinta para sexta. Há cerca de cinco horas Kléber Barbosa da Silva jogou um monomotor, onde também estava sua filha, contra o estacionamento do Flamboyant. Até ai nenhuma novidade. Mas nessas horas temos a mania de pensar com se sente a família dele, ou da criança. E mais, como está a cabeça da mãe da menina, que foi agredida um dia antes pelo mesmo Kleber. Uma criança inocente, de cinco ou seis anos, que teve a vida ceifada por um psicopata. Pois bem, eu prefiro imaginar o que pensava esse psicopata...
Eu vi esse avião sobrevoando Goiânia, eram mais ou menos 18h05. Tinha acabado de sair da Tv e estava indo pegar ônibus para chegar até a faculdade. Achei estranho uma aeronave tão baixa, e com um helicóptero atrás. Outras pessoas viram o caça da FAB que acompanhava o monomotor, mas esse eu não vi. Agora chego a pensar que talvez Kleber tenha cogitado a idéia de se jogar contra a Organização Jaime Câmara. Pode ser loucura minha, mas como todo mundo odeia aquela empresa, não duvido de nada.
Durante os flashes de imagens dos poucos segundos que vi o avião fico pensando no que pensava Kleber. No local perfeito para matar mais pessoas? Onde causaria mais impacto? Talvez ele tenha pensado demais, a dúvida consumiu Kleber. Se ele realmente quisesse matar tantas pessoas, como estão dizendo por ai, ele não teria esperado o combustível acabar, pois assim como acabou acontecendo, o avião não explodiu. Ou queria ele ter um velório digno? Por que com o corpo carbonizado isso seria impossível.
O que pensava Kleber ao saber que iria matar sua filha? Será que ele tinha consciência que aquela criança não tinha culpa de nada que possa ter acontecido de ruim na vida dele? Será que ele tinha consciência real de quem estava com ele naquela aeronave?
De uma coisa eu tenho certeza, desde o inicio ele sabia que não pisaria mais em solo firme. Já roubou o monomotor com o suicídio planejado. As causas? Ninguém sabe ainda. E talvez ninguém nunca saiba, pois Kleber está morto, e só ele poderia dizer passo a passo tudo o que pensou e que fez.
Digo-lhes que ele morreu sabendo que iria morrer, o que não significa que estava consciente de seu ato. Pois, creio eu, ele não estava em seu estado normal. Então fico me perguntando o que Kleber pensava sobre isso ou sobre aquilo? E chego a seguinte conclusão: Kleber não pensava!

