segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Felipe Rios, um guerreiro

Um guerreiro, um gigante! No Brasileiro Interfederativo Júnior desse fim de semana, que foi disputado em Anápolis,Felipe Rios, que é nadador da Vila Olímpica, voltou a brilhar. Foram dois títulos em 15 dias, primeiro a vitória nos 100 borboleta no Campeonato Mercosul, agora duas medalhas no Interfederativo: novamente ouro nos 100 borboleta (54’’69), quase um segundo a frente do segundo colocado, e prata nos 200 medley (2’05’’03). Há algum tempo que o Felipe é um dos grandes nomes da natação goiana, mesmo com todas as adversidades, principalmente a velha falta de apoio do empresariado de Goiás.

Quem também conseguiu bons resultados foi Rebeca Andrade, da UniEvangelica: quarto lugar nos 50 peito, como 35’’18, ficando a 00’’63 da terceira colocada. E sexto nos 100 peito, com 1’18’’00, nessa prova mais distante do pódio, cerca de cinco segundos. O peito talvez seja o maior gargalo da natação goiana, é bom ver resultados em competições nacionais, e torcer para novos peitistas apareçam.
Abaixo os vídeos das duas provas em Felipe Rios conquistou suas medalhas. Parabéns Felipe e coach Isaías!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Universidades e times de futebol na natação


Talvez o texto “Natação goiana está em crise” não tenha sido totalmente compreendido. Inicialmente esclareço que não foi algo jogado ao esmo, gentilmente o jornalista Elder Dias deixou esse espaço aberto, e pretendo escrever com mais frequência. Conto com a compreensão da comunidade aquática, jamais conseguirei citar todos os clubes, todos os nadadores em um único texto, mas ressalto que todos terão espaço. O intuito é ajudar a natação goiana, e jamais criar ou acirrar quaisquer problemas pré-existentes.

Vamos ao tema dessa semana, que é o contraponto do tema passado. Se há espinhos é porque existem rosas. E a natação goiana possui dois exemplos que merecem elogios, com uma ou duas ressalvas. Trata-se da participação da UniEvagélica, universidade situada em Anápolis, e do Goiás Esporte Clube no esporte.

Piscina do Parque Aquático da UniEvangélica
Vários são os exemplos de que a participação de instituições de ensino é um caminho para o sucesso. Na natação temos dois: Universidade Santa Cecília, a Unisanta, em Santos, e a Unisul, em Florianópolis. A primeira conta com Ana Marcela Cunha, campeã mundial dos 25km em águas abertas. A segunda tinha uma das melhores estruturas do País, e toda uma estrutura invejável. Infelizmente a equipe catarinense foi desfeita. Times de futebol também obtém sucesso. Nacionalmente o Corinthians e Flamengo hoje disputam a vaga de terceira força da natação brasileira, e contam com grandes atletas, como Thiago Pereira e o próprio Cielo. Em escala menor vem o Sport Recife, tem que equipes de base bastante competitivas nas competições no nordeste.

Em Goiás dois exemplos merecem ser destacados e, porque não, copiados: a UniEvangélica e o Goiás Esporte Clube. Toda universidade que possua curso de Educação Física necessita de uma estrutura mínima, porque então não aproveitar essa estrutura, que é o mais caro investimento no esporte, e criar boas equipes? Pelo menos na natação a UniEvangélica fez, e deu certo. A equipe há anos é a principal referência do esporte em Anápolis, e já revelou grandes atletas, como foi citado pelo João Felipe no post anterior: Nathália Diniz, hoje no Pinheiros, Lucas Silva, campeão e recordista brasileiro, Rubens Putini e, para mim, o melhor nadador de peito que vi nadar em Goiás, Cesley Cruz, que chegou a defender a seleção brasileira. Não a toa hoje a UniEvangélica é uma das forças da natação goiana, e sempre tem representantes nas competições nacionais.
Equipe do Goiás Esporte Clube
O Goiás tem crescido, e muito, nos últimos anos. Quando a equipe foi formada praticamente não havia atletas mirins e petizes, o grande problema da natação. Hoje os alviverdes são maioria, uma das maiores equipes, tanto que lutou pelo Campeonato Goiano de Inverno absoluto. Contam com atletas experientes como Gabriel Rezende, Rodrigo Lobo, Ana Paula e Bruna Rodrigues, mas possui uma geração de infantis e juvenis de talento, como João Mário Alencastro, Rafael Segato, Pedro Cabral. Penso que o Goiás ajudou a manter a natação goiana viva, do contrário, poderia ter uma danosa polarização entre Vila Olímpica e UniEvangélica.

As duas equipes tem duas características em comum: estrutura e trabalho a longo prazo, e esses dois elementos são primordiais para o êxito no esporte. O que é preciso investir, e dois gigantes em termos estruturais como UnivEvangélica e Goiás tem condições, na renovação. Se não revelarmos mirins e petizes em maior quantidade dificilmente resgataremos a era de ouro da natação goiana. Podem se perguntar ‘e a qualidade?’. Tenho certeza de que quanto mais revelarmos, mais nadadores de qualidade serão descobertos. É dfícil? Sim! Mas com planejamento é possível.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Disfarça e chora

Com esse sorrisinho meigo no rosto, você passa a mão no meu queixo e pede pra eu ficar bem. Como se fosse possível. Como se fosse fácil. Como se fosse uma escolha.

Engraçado é que eu vivi tanta coisa antes, mas parece que só estive bem de verdade com você. E o êxtase, todos meus sonhos e planos foram ao chão. E o chão se despedaçou embaixo de mim, enquanto eu tentava cair de pé no abismo escuro.

Você me pede pra ficar bem, como se pedisse um beijo, num susurro carinhoso em meu ouvido. Naquele arrepio. Me pede pra ficar bem, como se pedisse mais. Ofegante. Suspirante. Sobre mim. Na cama. Com o corpo suado. Quente. Trêmulo.

Como se, deitada no meu peito, depois da explosão de sensações, me pedisse um cafuné. Como quem pede um banho quente e cama. Como quem pede, de manhã, só um café.

Sem malícia ou culpa. Sem medo ou escárnio. Ironia ou ressentimento. Inocente, apenas, você me pede pra ficar bem.

E eu, que sempre fiz tudo o que você pedia, fico impotente. Fico ciente de que não é por sua vontade que esse nó involuntário na garganta vai se tornar um sorriso. O sorriso, uma gargalhada. A gargalhada, sintoma de alegria.

Não é porque pediu. Não me peça pra ficar bem. Não me peça mais nada. Não tem mais esse direito.


*Texto de Wellington Borges - http://coisasqueeuqueriadizer.blogspot.com/

domingo, 4 de outubro de 2009

2016 lá vou eu

É, eu não era a favor, por motivos óbvios, basta lembrarmos do Pan 2007. Milhões de reais sumidos, ninguém viu...vai acontecer novamente, eu sei, mas agora não adianta fazer biquinho e torcer para tudo dar errado. Pelo contrário, é momento de união para que tudo saia da melhor forma possível.

Ouvi muito desde sexta: "as Olimpíadas são do Rio e não do Brasil". Em tese sim, na prática penso que não. Claro que as melhorias de infra-estrutura e afins são da capital fluminense, mas os milhares de turistas que vem assistir a competição podem dar uma "esticadinha" para o nordeste, pantanal e, por que não, ali em Caldas Novas. Para nós que estamos há 150 km da cidade hidrotermal ir lá é comum, para quem mora em países gelados aquilo ali é o paraíso. A Olimpíada do Rio vai refletir em muitos outros lugares do país sim!

Agora, de longe, o maior beneficiado dessa história toda é o esporte olímpico brasileiro. Que venham os novos Cielos, Gibas, Fabianas e Maurrens.

Ah e que eu também esteja lá...hehehe

terça-feira, 26 de maio de 2009

De novo

É incrível como está se repetindo em uma velocidade louca. De fato devo reconhecer que pelo menos os personagens são diferentes. Digo os coadjuvantes, pois os principais não podem mudar, ao contrário não seria uma repetição.


Acho que o fato de ir tentar buscar refúgio em outros cantos, outros ombros, pode ter, de certa forma, me acalentado um pouco. Muitos (as) dos que ficaram para trás não se mostram mais. Tem lá aquele probleminha da comunicação, mas ninguém é perfeito. Se hoje já não estamos lado a lado é porque não era daquele jeito que pensávamos.


Outros vivem indo e vindo. Se vão ficar? Não da para saber, afinal de contas “é cedo ou tarde demais!”. Eu só queria entender como pessoas diferentes conseguem proceder de maneiras tão iguais. Isso chega a ser irritante.


Mas já superei uma, duas, três vezes, não vai ser na quarta que vou me entregar. Jamais entregarei os pontos, mesmo que isso custe mais pessoas indo e vindo.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

É tão estranho...

...os bons morrem jovens. Renato Russo foi um cara iluminado, e entre o legado de mensagens deixadas por ele, essas é uma delas.

Mas nem sempre só a matéria morre. Talvez a pior morte seja aquela onde se segue vivo. Por isso, os bons sentimentos também morrem cedo. Onde estaria a inocência das crianças? O carinho dos pequenos? A sinceridade? A ousadia dos jovens?

E tudo isso fica na lembrança de cada um, das épocas de outrora, onde éramos um tanto quanto mais contentes. O resgate dos valores nunca cogita apenas buscar aqueles de quando éramos crianças. Tem-se que ir buscar aqueles bem mais distantes, de décadas passadas.

Quando vamos aprender a viver? Quando vamos aprender a não deixar os bons sentimentos morrerem tão cedo? Não sei! E para te falar a verdade não quero saber, isso faria com que eu ficasse louco.

Gostaria apenas de conhecer mais pessoas como o meu bisavô, que infelizmente se foi há três anos. Ele só descobriu a vida depois dos 80. Pelo menos alguém descobriu...

sexta-feira, 13 de março de 2009

Os pensamentos de Kleber

É madrugada de quinta para sexta. Há cerca de cinco horas Kléber Barbosa da Silva jogou um monomotor, onde também estava sua filha, contra o estacionamento do Flamboyant. Até ai nenhuma novidade. Mas nessas horas temos a mania de pensar com se sente a família dele, ou da criança. E mais, como está a cabeça da mãe da menina, que foi agredida um dia antes pelo mesmo Kleber. Uma criança inocente, de cinco ou seis anos, que teve a vida ceifada por um psicopata. Pois bem, eu prefiro imaginar o que pensava esse psicopata...

Eu vi esse avião sobrevoando Goiânia, eram mais ou menos 18h05. Tinha acabado de sair da Tv e estava indo pegar ônibus para chegar até a faculdade. Achei estranho uma aeronave tão baixa, e com um helicóptero atrás. Outras pessoas viram o caça da FAB que acompanhava o monomotor, mas esse eu não vi. Agora chego a pensar que talvez Kleber tenha cogitado a idéia de se jogar contra a Organização Jaime Câmara. Pode ser loucura minha, mas como todo mundo odeia aquela empresa, não duvido de nada.

Durante os flashes de imagens dos poucos segundos que vi o avião fico pensando no que pensava Kleber. No local perfeito para matar mais pessoas? Onde causaria mais impacto? Talvez ele tenha pensado demais, a dúvida consumiu Kleber. Se ele realmente quisesse matar tantas pessoas, como estão dizendo por ai, ele não teria esperado o combustível acabar, pois assim como acabou acontecendo, o avião não explodiu. Ou queria ele ter um velório digno? Por que com o corpo carbonizado isso seria impossível.

O que pensava Kleber ao saber que iria matar sua filha? Será que ele tinha consciência que aquela criança não tinha culpa de nada que possa ter acontecido de ruim na vida dele? Será que ele tinha consciência real de quem estava com ele naquela aeronave?

De uma coisa eu tenho certeza, desde o inicio ele sabia que não pisaria mais em solo firme. Já roubou o monomotor com o suicídio planejado. As causas? Ninguém sabe ainda. E talvez ninguém nunca saiba, pois Kleber está morto, e só ele poderia dizer passo a passo tudo o que pensou e que fez.

Digo-lhes que ele morreu sabendo que iria morrer, o que não significa que estava consciente de seu ato. Pois, creio eu, ele não estava em seu estado normal. Então fico me perguntando o que Kleber pensava sobre isso ou sobre aquilo? E chego a seguinte conclusão: Kleber não pensava!