Aconteceu, passou e agora da saudades. É incrível a capacidade que temos de reclamar da nossa vida e, anos depois, percerber que ela era maravilhosa e que temos saudadades de tais épocas.
Esse mês de Janeiro me lembra muito minha vida estudantil. É tempo de comprar o material escolar. Eu adorava comprar um caderno novo, lapiseira, caneta e etc. Bem é verdade que a lapiseira e as canetas não passavam da primeira semana, e o caderno terminava o ano branquinho, mas eu gostava de comprá-los.
Aquela tensão de saber se entrariam alunos novatos, se todos aqueles que terminaram o ano continuariam no mesmo colégio...pode te parecer sentimentos tolos ou efêmeros, e não posso discordar de quem pensa assim, mas que atire a primeira pedra quem não tem saudades!
Nostalgia não é bom, fica o sentimento de prisão ao passado. Mas em determinados momentos ela torna-se inevitável. Lembrar-se dos bilhetinhos trocados, das conversas sobre as meninas...
Faculdade tem mil maravilhas, mas não tem essa magia da inocência de outrora. Foda, muito foda!
É...lá se foi mais um ano. Por sinal um bom ano, julgo eu. Muitas coisas boas me aconteceram. Coisas ruins também, é claro. Muitas coisas boas aconteceram a meus amigos, ruins também. Muitas coisas boas aconteceram no mundo, ruins também.
Nem longe isso aqui será uma retrospectiva. Apenas vagas lembranças de um bom ano. (eu sei que estou escrevendo muito sobre eu mesmo nesse blog, mas...)
Primeiro quesito, Profissional: cara, como eu ralei esse ano! Foram três meses trabalhando de domingo a domingo, não foi fácil. Mas se fosse fácil chamava brincadeira. Aprendi muito, profissionalmente falando. Grandes mestres apareceram no meu caminho. É verdade, que não estou terminando o ano como planejei, mas "as pedras do caminho a gente chuta, é super natural, não deixo abaixar minha moral".
Familia: no sentido mais egoísta da palavra (só mãe e irmã), até que foi tudo bem. Brigas acontecem, e dependendo do momento eu até as aprecio. Talvez o mais legal tenha sido a aproximação do paipai. Mas no sentido mais amplo da palavra foi um ano complicadinho. Problemas aqui, ali, aculá...mas nada que não possa ser superado, e vai ser, pode crer!
Natação: O Jub's foi mara. Nada mais a declarar.
Ela: ahhhhh...ela foi a melhor coisa do meu ano. Me fez recuperar um eu que estava escondido, muito bem escondido. Ela sabe disso, ela sabe o quanto eu gosto dela, ela é mais do que uma namorada, é uma mulher imprescindível!
2009? Boa pergunta. Claro que tenho metas e objetivos. Claro que não vou alcançar todas, é elementar. Mas creio em um ano melhor do que 2008. Será (ou é) meu último ano de faculdade, isso devéras me assusta. Esse blog, eu já comentei isso, nasceu de uma obrigatoriedade acadêmica, mas até que eu tou gostando. E ele estará comigo em 2009.
Um excelente ano novo para tu. Que seja repleto de saúde, felicidade, paz e realizações.
Eu sei que esse mês de Dezembro é época de falarmos de coisas benevolentes, bonitas e emocionantes. Mas, pela segunda vez na história deste blog, me deu vontade de falar sobre algo mais ou menos sério.
Vocês, doidos que ainda perdem tempo lendo isso aqui, conhecem os deputados estaduais que hoje ocupam a Assembléia Legislativa? Vocês sabem que é o atual presidente daquela casa? E o que foi eleito para tomar posse ano que vem? Provavelmente as respostas são não. Isso me preocupa.
E devemos levar em consideração dois fatos para esse “sumiço” da Assembléia do foco da mídia. Primeiro: a famosa falta de memória do brasileiro. Como a maioria não se lembra em quem votou como vai cobrar alguma coisa? Se não cobram as coisas correm soltas (como estão correndo). Segundamente: essa legislatura é muito ruim, mas muito ruim mesmo. E em terra de cego em tem um olho é rei, por isso que os calejados Jardel Sebba e Helder Valin brincam de fazer política na Assembléia.
A complacência observada nos últimos anos dentro da Assembléia é algo que o governador adora, mas para nós, meros eleitores, isso é motivo de alerta. E eu sei que esse texto não vai mudar nada, mas sou da teoria “faça sua parte”. Atente-se amigo, ou será que tão fracos políticos realmente te representam?
Ainda me lembro da cena: meus amigos se entreolhavam cabisbaixos e falavam consigo mesmos: “Como isso foi acontecer? Ele era tão jovem!”. A minha despedida foi discreta, mas foi comovente para aquelas pessoas mais próximas. Meu pai? Ninguém o tinha avisado. Minha mãe? Essa estava alheia à situação, como se ainda não tivesse entendido. Meus amigos? Ah, esses sim! Em seus olhares era possível ver o esboço de saudade que começava a se formar.
O ambiente dispensava velas e coroas de flores. O silêncio por si só revelava o clima tenso que pairava no ar. Se minha mãe pudesse falar uma última coisa pra mim, certamente diria algo como: “Eu falei que você nunca deveria ter feito isso”. Sua intolerância não poupava ninguém, nem na mais mórbida situação. Por cobrar demais de mim, acabei me afastando dela e substituindo o colo materno pelo ombro dos amigos.
A cada dia eu fazia um amigo novo. Eram amigos da faculdade, do trabalho, do passado, da rua. Enfim, eram amigos. Não que eu fosse uma pessoa fácil, que se entregava a estranhos sem receios, mas eu me apaixonava pelas singularidades de cada pessoa e as transformava em alvos de minha admiração. Talvez seja por isso que eles foram os que mais se abalaram com a notícia. A pergunta em suas mentes ainda não se calava: “Como isso foi acontecer? Ele era tão jovem!”.
Durante toda a minha vida sempre fui de lua. Em certos dias preferia a vivacidade do vermelho, em outros dias me alegrava com o brilho do amarelo, ou, quem sabe, com a profundidade do azul. De vez em quando escutava e mostrava pros meus amigos como o pagode podia ser poeticamente rico. Também o fazia com o sertanejo. Às vezes, fechava os olhos e começava a filosofar sobre o rock das décadas de 50, 60 e 70. E, como não podia deixar de ser, compartilhava os meus devaneios com todos.
Foi com os meus amigos que aprendi a tocar a campainha e sair correndo. Também me ensinaram que solidão não é estar sozinho, é estar no meio de mil pessoas e sentir falta de uma e que bom mesmo são as coisas pequenas da vida. Frequentemente, eles me convidavam para lugares onde eu não queria entrar. Mostravam-me coisas engraçadas; coisas tristes e os mais diversos tipos de coisas.
Com muitas dessas pessoas eu compartilhei sorrisos e lágrimas; dividi momentos; registrei-os em fotos e mostrei pra todo mundo. Pra muitas dessas pessoas eu mostrei um pedaço da minha personalidade e, no outro dia, eu mostrei outro pedaço, e outro, e outro, e outro. Demorei anos pra chegar onde estava e, em poucos segundos, tudo se foi. Os amigos ficaram pra trás. As histórias se perderam no esquecimento. E o que restou foi apenas o olhar triste de todos, se perguntando como aquilo tinha acontecido.
Se eu pudesse voltar no tempo, faria tudo de novo, mas agora é tarde. Ainda me lembro com dor no peito como foi triste apagar meu Orkut.
Adoro futebol. Além de ser algo intríseco na cultura nacional, é uma paixão que surgiu em 97. No auge dos meus míseros nove anos de idade fui apresentado ao Serra Dourada, meu templo, e ao Goiás Esporte Clube, meu amor. De lá para cá chorei, sorri, tomei chuva, tomei sol, me envolvi em brigas e tentei apaziguar outras. Viajei, conheci outras cidades e estádios, outros times, outras seleções...enfim, me tornei um viciado por futebol.
Há cerca de dois anos o futebol deixou de ser meramente uma paixão e tornou-se meu ganha pão. Primeiramente como repórter do Portal Esmeraldino, depois na equipe de esportes da Tv Anhanguera. E foi nessas duas experiências profissionais que eu realmente conheci o futebol. Que decepção!
Não dá para descrever tudo aqui, não seria ético também. Mas é uma situação constragedora ir para o Serra trabalhar, ver torcedores empolgados, confiantes que o time fará um bom jogo, e você sabe que o time não jogará bem, falando em bom português,você sabe que o jogo foi comprado. É difícil assistir um São Paulo x Botafogo, e ver o trio de arbitragem meter a mão no time carioca. Ali quem entende minimamente de futebol percebeu que o título de campeão brasileiro de futebol em 2008 já tem dono. E não faz muito tempo que um outro time da capital paulista sagrou-se campeão utilizando o mesmo artifício.
E coitado do torcedor comum (como eu fui até dois anos atrás). Ele pensa que os jogadores se doam em campo, que sempre estão dispostos a vencer. Jogador de futebol é o ser humano mais depravado que conheço. Eles são muito piores que os políticos, por exemplo. Por que futebol é paixão, sentimento sem controle. E todos aprendemos muito cedo que não devemos brincar com sentimento de ninguém. Mas esses filhos da puta esquecem disso assim que calçam as chuteiras.
Isso aqui está muito mais para um desabafo do que para um texto. Mas estou me cansando de tudo isso! Talvez o mais indignante seja não poder sair gritando aos quatro ventos o que se passa nos bastidores das empresas, chamadas clubes de futebol. Mas eu só quero dizer a você, torcedor, não se mate mais por futebol. Valorize seu tempo, seu dinheiro. Futebol é bom, você pode gostar de futebol. Mas tenha a consciência que o futebol não está nem ai para você!
Sei lá quantos posts atrás eu disse que nem tudo é como nós queremos. E citei alguns fatores que me levam a acreditar nisso. Um deles, talvez o principal, seja o destino. E foi esse santo, ou maldito, sei lá o que. Enfim, foi o destino que me provou que, as vezes, as coisas podem dar certo.
Nada, absolutamente nada, surge do próprio nada. Essa é uma lição que, penso eu, devemos carregar. Tudo tem um porque, mesmo que este não esteja aparente. Talvez é o tal do destino agindo. Temos apenas que deixar os momentos acontecerem, se sobreporem a ultrajada razão.
Disso tudo é que surgem os momentos inesqueciveis de nossa curta existência. Dae resta a nós sabermos se queremos estender ou não esses momentos, se isso vale a pena e blá blá blá... Mas eu continuo achando que o mais importante é chegar ao fim de tudo tendo a convicção de que fizeste o melhor. Sempre lute para ser o melhor!
Eu tentei fazer e ser o melhor de mim, não sei se foi suficiente. But let's go baby, um dia eu acabo descobrindo. E se isso não acontecer hoje a culpa não é minha nem sua. É apenas o destino.