quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Nem tudo é como queremos

De fato nunca fui de acreditar muito nessas coisas de destino, sempre achei que nós fazemos nosso futuro. Mas tem aqueles dias em que você muda totalmente de teorias, que nada mais faz sentido e tu vai buscar respostas em outros cantos.

Se não aconteceu é porque não era para acontecer! A única coisa que podemos fazer é chegar ao final de cada batalha (ou qualquer outra nomenclatura que você queria utilizar) sabendo que fizemos nosso melhor. Esse sentimento de dever cumprido talvez seja muito mais importante do que a satisfação de ter conseguido o objetivo.

Obviamente se ficares somente a tentar e nunca alcançar nada é porque algo de errado existe. Mas perder é normal meus caros. Infelizmente somente nos últimos tempos tenho enxergado isso. E não se perde por ser ruim, fraco, incapaz. Se perde porque alguém tem que perder e dessa vez fomos nós. E isso não implica, necessariamente, que haverá um vencedor. As vezes ninguém ganha. Engraçado isso né? Engraçado, porém real. A vida não é um esporte onde sempre teremos o medalha de ouro. Muitas vezes todo mundo perde, em outras situações encontram-se mais de um vencedor.

E mais um detalhe: lembra da nomenclatura “batalha”? Sabe por que o gosto dela? Ela transmite uma idéia de serviço inacabado. Segundo o velho dito popular “eu perdi a batalha, mas não a guerra”. Acredito que esse espírito persistente possa fazer a diferença entre o melhor e o que é apenas bom. Mas lembre-se: existem coisas que estão fora do alcance de nós, meros mortais.

E sim, começo a acreditar que o destino existe. Mas não custa nada tentar fazer com que ele jogue a seu favor!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Um texto a quatro mãos

Ainda falta pouco menos de um ano e meio. Ou seja, lá se foram três anos, nove meses e dez dias. Ao final disso tudo, muitas coisas ficarão gravadas. Mas algumas delas já foram escritas.

Janeiro de 2006. Éramos 42. Hoje somos apenas 13. Talvez até o final de 2009 nem isso. Muita gente passou por nossa turma nesse tempo. Algumas delas deixaram suas histórias. Vamos relatar algumas.

No mesmo semestre em que começamos o nosso curso de jornalismo, aconteceu nosso primeiro fato épico. Um professor ateu e um aluno cristão protestante. Já dá pra imaginar o nível da discussão... Inesquecível, tanto para os cristãos quanto para os não cristãos.

Inesquecível o dia em que nossos amigos vomitaram por causa de uma bebida não convencional no 2° período. Nenhum deles nunca mais quis saber de Ypioca. E também no 2° conhecemos a música que hoje é nosso hino: Ah Wilson Vai! Ainda bem que o Alexandre já tinha saído da faculdade.

No 3°, fomos apresentados a ninguém mais ninguém menos do que o senhor Fayol (não querem que eu soletre né?). Experiência inesquecível, só não nos pergunte o que ele afirmava em sua teoria.

O 4°, sem trocadilhos por favor, nada além de um churrasco bem sucedido. Quer dizer, tivemos crises existenciais de namoradas (agora ex). Mas preferimos não discorrer sobre tal episodio. É necessário dizer apenas que a cerveja estava estupidamente gelada, e somente isso é inesquecível.

No período seguinte, nenhum churrasco bem sucedido, mas muitas cervejas geladas para suportar aquele que foi denominado, carinhosamente, como “o quinto dos infernos”. E, como amigos que somos, não desejamos um semestre tão filho da puta para ninguém.

Hoje vivemos uma realidade desconhecida no 6°. Uma ociosidade jamais vista na turma 2006/1 de jornalismo. Sabemos que nos próximos dois períodos um pesadelo chamado monografia irá nos assombrar.

Mas essa é uma história ainda a ser escrita, quem sabe, também, a quatro mãos.

Eu não escrevi essa porcaria sozinho, foi junto com meu brother Zé, dono de www.coisasqueeuqueriadizer.blogspot.com.

sábado, 20 de setembro de 2008

Todos são heróis

Tenho visto muita gente criticar os meios de comunicação pelo fato da falta de cobertura nas Para-Olimpíadas. E a argumentação costuma ser a mesma: eles sim são heróis, pois superam seus limites. Pois bem, devo discordar da grande maioria dos brasileiros.

Não estou aqui para tirar o mérito de nossos atletas para-olímpicos, muito pelo contrário, sou fã deles. Genericamente, todos possuem uma história de vida sofrida, e enfrentam diversas dificuldades para obter seus índices ou vagas na maior competição mundial. Treinar é algo monotono, chato mesmo. Imagina passar quatro anos treinando em busca da perfeição em uma único torneio? Na boa, só quem foi ou é atleta olímpico pode nos descrever essa situação. Agora imagina isso tudo somando-se uma deficiência física ou mental. Desculpe-me senhoras e senhores pelo palavreado, mas é foda!

Porém, um detalhe, deficiente compete com deficiente, e pessoas totalmente perfeitas competem com outras pessoas perfeitas. Isso é fato!

Então, cada macaco no seu galho. E sim, os nossos atletas "normais" também são heróis. Se você acha que não experimente abdicar da sua vida por conta de um esporte. Experimente deixar de ver seus filhos crescerem por conta de um esporte. Experimente passar horas e horas do seu dia sentindo dores por conta de um esporte. Experiemente deixar de comer todas as guloseimas que você adora por um esporte.

E sabe a qual conclusão você vai chegar ao fim de tudo isso? Ou se ama o esporte ou é impossível realizar o sonho de todo atleta. Ou se sofre muito ou nadica de nada de Olimpíada. Ou você é um herói ou você não é um atleta.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

O dom da sobriedade (parte II)

Lembra que no texto passado falei que a sobriedade nos faz perceber alguns detalhes que passam batidos quando estamos bêbados? Pois bem, isso ta começando a ficar rotineiro e engraçado.



Primeiramente quero demonstrar minha indignação com a imensidão de compromissos sociais que estão me aparecendo nesse meu momento sóbrio. Penso que todo mundo resolveu dar festas e churrascos só porque sabem que eu não vou poder tomar nadinha. Mas eu já falei, dia 1° de dezembro logo chega...



Eu continuo indo aos churrascos, festas e afins. Agora bebendo coca-cola. Mas preciso crer que não sou tão ridículo quando bebo quanto o pessoal que eu tenho visto por ai. Parece-me que o povo perde o senso das coisas. Não conseguem conversar de forma adequada, começam a falar umas asneiras que de tão idiotas ficam engraçadas. Outro dia estava numa festinha onde estavam também umas gêmeas verdadeiramente belas. Me pareciam até abertas a uma ficada e tals. Mas os caras insistiam pelo lado errado da coisa. Isso tudo graças ao bendito (leia-se maldito nesse caso) álcool. Acho desnecessário comentar o resultado né?



Eu vi ali todos os erros que eu cometo quando não estou sóbrio (logo estou bêbado). Talvez eu esteja começando a gostar de não beber. Isso vai me ajudar muito daqui pra frente. Mas confesso que não está fácil meus caros. Já não agüento mais ver coca na minha frente. Viva a variedade do La Fruit!



Ficam então umas dicas aos meus estimados amigos: não tratem as mulheres como uma garrafa de vodka, muito menos de cerveja. Não pense que é só você que quer somente uma ficada rápida. E, principalmente, você não é o melhor cara do mundo!

sábado, 6 de setembro de 2008

O dom da sobriedade

Não me responsabilizo pela qualidade dos textos postados nesse blog. E sim, eu mesmo vou continuar escrevendo, mas agora de uma maneira diferente, a qual escrevi somente um ou dois textos até o presente momento. A partir de hoje até o dia 30 de novembro escreverei tudo no meu estado sóbrio. Pode parecer besteira, mas acredito que vocês notarão muita diferença.


Desde o dia 1º de setembro até o dia 30 de novembro estarei em recesso alcoólico. Não pense que me sinto bem com isso, mas é ócio do ofício. Acho que a única pessoa que está comemorando essa minha fase é o Zé. Tadinho, não aguentava mais beber todo santo dia. Férias para o fígado!


Não é a primeira vez que faço isso, creio que não será a última. Porém é a mais longa até hoje. E essas duas primeiras semanas são terríveis. A vontade de beber é forte, contudo suportável. Eu sei que tem muita gente por ai apostando que não vou conseguir. Pobres mortais, vão perder seus míseros centavos...


Como disse ali em cima, essa “dieta” não é fácil. Ontem mesmo fui a uns barzinhos. Todo garçom que trazia cerveja para a mesa colocava um copo para mim. Todo mundo me olhava quando eu pedia um refrigerante ou uma água com gás. Chegaram a insolência de pedir leite com toddy para eu tomar. Mas pode esperar, dia 1º de dezembro já já chega e eu vou descontar tudo isso. O pior de tudo foi chegar casa por volta de 4h30 da manhã sóbrio. Foi uma experiência nova, e eu não gostei muito.


Mas analisando friamente depois eu vi que não foi uma noite totalmente perdida. Quando se está bêbado deixa-se escapar certos detalhes que mais tarde podem fazer toda diferença. E qual o resultado desse turbilhão de coisas? A sobriedade é um dom, meus jovens. Conseguir ficar sério nesse mundo tão voraz não é para qualquer um. Por isso peço uma salva de palmas aos que são ou estão sóbrios!

sábado, 30 de agosto de 2008

Eu vi Phelps


Galvão Bueno fala milhares de besteiras quando tenta comentar quaisquer competições esportivas. Mas em algo devo concordar com ele: vimos Phelps fazer história. Ele é o maior atleta olímpico de todos os tempos. Isso é uma verdade irrefutável.

Michel Phelps é um ser anormal. Tem um pé do tamanho de um pé de pato (artifício utilizado por nadadores durante treinamento), tem as pernas mais curtas, o que facilita sua hidrodinâmica, tem os pulmões maiores do que o normal, isso auxilia na sua flutuabilidade. Resumindo, ele é quase um ser humano feito em laboratório.

Phelps esteve na sua primeira Olimpíada em 2000, em Sidney. Naquela oportunidade o norte americano tinha 15 anos. Foi para ser campeão dos 200 borboleta. Por questões psicológicas, o até então desconhecido Michael Phelps, acabou na 5ª posição. Mal sabia o mundo o que iria acontecer nos próximos oito anos.

Ele foi a Athenas e ficou com seis ouros, uma prata e um bronze. O sonho e bater o recorde de sete medalhas de ouro da lenda Mark Spitz havia sido adiado. A imprensa lamentou, muitos desportistas lamentaram. Mas Phelps não! Disse não se importar com isso e seguiu sua linha de treinamento (pelo menos aparentemente). Ele cometeu erros graves, como quando foi preso embriagado dirigindo seu carro. Ian Thorpe, para mim nadador mais técnico dos últimos 15 anos, chegou a criticar muito Phelps por tal atitude.

Eis que Michael Phelps se reservou para o Cubo D’água. E lá ele só não fez chover. Contou com a colaboração de Jason Lesak no 4x100 livre. Mas isso é detalhe, o que todos vão lembrar é das suas oito medalhas de ouro, dos seus oito recordes mundiais. E do IMBATÍVEL MICHAEL PHELPS nas Olimpíadas de Pequim 2008.

sábado, 2 de agosto de 2008

Minha velha infância

Ser nostálgico nem sempre é bom. Você pode se tornar prisioneiro de momentos vividos e que, normalmente, ficaram lá atrás, sem nenhuma perspectiva de retorno. Mas (sempre tem esse maldito “mas” nos meus textos), tem algo melhor do que sentar com um velho amigo numa sexta-feira à noite, beber 10 cervejas e relembrar seu ensino fundamental? Não, não tem...

Muita gente passa pelas nossas vidas, muitos momentos que parecem ser bobos e efêmeros acabam ficando marcados justamente por essa espécie de inocência que nos cerca quando somos crianças. Eu iria escrever adolescente, mas lembrei que ainda me considero um. E dentre essas pessoas e momentos fica a primeira namorada, o primeiro beijo escondido atrás da sala de aula. E quando você roubou o anel da sua mãe para tentar impressionar a garota? O pior de tudo é quando isso da errado...

Quantas e quantas tardes juntos, fingindo fazer o trabalho de Geografia. Na verdade o assunto são os novos jogos de vídeo game, a próxima capa da playboy... O futebol nas aulas de Educação Física, cinco para cada lado, às vezes até rolava apostar uma coca-cola dois litros. E pensar que tudo que somos hoje está direta ou indiretamente ligado a aquela maldita conversa na fila da cantina, a aquela cantada super mal dada, mas que por incrível que pareça deu certo. Mas mesmo quando não da certo você aprende o que não deve falar. E a gente acaba lembrando de quando nossa maior preocupação era a prova de matemática. Se as contas de telefone ou de água estão atrasadas pouco importa. Muito mais importante que isso é saber qual a música da moda, qual o filme da sessão da tarde, o que ela respondeu no caderno de perguntas da menina da sua sala. Hoje isso nem existe mais, o Orkut te conta tudo.

Doce infância...outro dia meu brother Zé escreveu em seu blog (coisasqueeuqueriadizer.blogspot.com) um texto falando da sua bela infância na fria Anápolis. Isso me fez relembrar tanta coisa...as visitas ao Planetário com a escola, as horas em cima do pé de manga com eu primo fantasiando futuros namoros, as tardes de sono, os primeiros capítulos de Malhação. Nada isso faz parte do meu cotidiano hoje, e fico triste por isso. Parte da identidade criada na infância se perde com a hipocrisia e idiotice dos adultos, talvez por isso eu insista em dizer que ainda sou adolescente.

Hoje apenas sinto saudade de não ter responsabilidades, de jogar bola todo dia, de tremer ao ver a menina entrando na escola...saudade de ser criança, de viver com inocência. Melhor, saudade da época em que eu realmente vivia.