quarta-feira, 23 de julho de 2008

Felicidade Realista (Mário Quintana)

A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.
Belo Texto de Mário Quintana.

sábado, 12 de julho de 2008

Espertinho hein...

Não sei porque, mas deu vontade de escrever algo mais ou menos sério.

Nosso estimado prefeito Iris Rezende segue os passos de querido presidente da República, Lula. Como assim? Lula disputou em 89 com Collor, perdeu. Disputou com FHC em 94 e 98, perdeu. Veio a vencer José Serra em 2002. Insistência? Também. Contudo, Lula percebeu que jamais seria presidente desse país se continuasse com a imagem de um ex-metalurgico do ABC, barbudo, que fala e se veste mal. Eis que ele contratou Duda Mendonça, fez a barba e comprou meia dúzia de ternos. Pimba! Ele venceu até com certa facilidade. Reeleito mais facilmente ainda. Precisou agradar os homens e mulheres lá de cima.

Iris não tem uma história de tantas derrotas. Já foi governador, senador e blá blá blá. Iris foi, ou é tudo, menos idiota. Ele sempre soube que tem o apoio das classes menos favorecidas (tal qual Lula), mas a repulsa nas classes A e B, talvez até na C. O que fazer? Do que as classes mais favorecidas mais se gabam? Cultura. Então vamos investir em cultura. Ele reformou os mercados populares. No da rua 74, acontecem shows de terça a sábado. Estilos musicais variados, ambiente bem frequentado...Depois ele criou o Goiânia Canto de Ouro, um festival onde cantam exclusivamente artistas goianos, e também foi organizado por goianos, mais uma boa cartada. Para arrematar a parte cultural, ele deu início ao Chorinho, que começou na calçada do Grande Hotel e hoje ocupa também uma das pistas da Avenida Goiás.

Mas só isso basta? Que nada seu Iris, onde está a sua "expiriência"? O trânsito em Goiânia está ruim, muitos carros, os mais ricos estão reclamando do tempo que perdem dentro de seus luxuosos veículos. O que fazer? Viadutos na região sul da capital, nobre prefeito. Bingoooooo!!!!! O da praça do Ratinho já funciona a todo vapor, o da Br-153 (perto de faculdades particulares, inclusive a minha) está parado, porque a Unip resolveu empombar, mas meu amigo Iris vai resolver, tenho certeza. O mais legal, da praça do Chafariz, trânsito mais foda de Goiânia, T-63 com 85...da-lhe outro viaduto. E você não há de ver que esse tem previsão de conclusão em Outubro. O que tem em Outubro? Nada de muito importante, só as eleições...


Nunca votei e não pretendo votar em Iris, mas admiro políticos que pensam a política, que são hábeis. E isso ele é. Aí surge a pergunta: Iris será reeleito? Eu respondo com outra pergunta: Será que ele leva essa logo no primeiro turno????????

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Eu não podia morrer sem ver isso!

Muito trabalho, final de semestre na faculdade e JUB’s. Esses são os fatores que me levaram a ficar tanto tempo sem postar. Peço desculpa as centenas de milhares de pessoas que lêem esse blog. Mas vamos aos assuntos principais.
O mar de cima...ahhh o mar visto de cima é outra coisa. Ele é bonito e hipnotizante de qualquer ponto de vista, com chuva ou sol, calmo ou bravo. Mas, meus caros, ver aquela imensidão de água por cima é diferente. As nuvens mais parecem floquinhos dentro d’água. Ver um rio desaguando...são imagens que não pretendo descartar tão cedo. Para meu azar a câmera fotográfica estava na mala que eu despachei, por isso não consegui registrar esse belo momento. Eu não podia morrer sem ver aquilo!
Acho que deu para perceber que fiquei encantado com a visão aérea do mar. Contudo, já em Maceió, algo me encantou mais ainda. Logo que cheguei fiquei observando, buscando com um olhar raio-x as mulheres mais belas que lá estavam. E eu as encontrei no lugar mais óbvio possível: no refeitório. Ora bolas, lá era o único lugar em que todas as delegações, de todos os esportes, se encontravam. Santo handball feminino do Rio Grande do Sul. Eram umas 12 eu acho, 12 mulheres lindas!!!! A euforia masculina girou o Brasil inteiro, tanto que, quando as belas jogadoras entravam no refeitório o único som que se ouvia era dos aplausos ecoados por atletas de diferentes modalidades, de norte ao próprio sul do país. Se uma delas se levantava para buscar a sobremesa ou um talher, quase levava o pescoço de todos os homens, e ganhava aplausos também, é claro.
Manhã de sexta-feira, estávamos eu e Andrei na praia em frente ao Hotel Ritz Lagoa da Anta, onde ficava o refeitório. O resto da galera tinha ido competir, decidimos ir caminhando pela orla até lá e aproveitar um pouco da praia, por sinal foi à última vez durante o dia que estivemos na praia. Mas enfim, o Andrei foi de sunga, deu uns mergulhos, eu fiquei na areia, pensando em algumas coisas e algumas pessoas. Tomamos uma água de coco gelada e tals. De repente, olho para minha esquerda e quem eu vejo????????Sim sim, as musas do JUB’s 2008. Todas de biquíni, aquelas peles bem branquinhas, já ficando avermelhadas por conta do sol alagoano. Foi rápido, algumas deram um mergulho, outras compraram umas paradas de hippie, tiraram uma foto e se foram. Mas eu lhes digo, foi uma visão do paraíso. Ainda tive o prazer de topar com elas no refeitório na sexta a noite, mas a imagem delas na praia foi a que marcou. E, na boa, eu não podia morrer sem ver isso!!!!!!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

A maldição do Jornalista

A Maldição do jornalistaConta a lenda que, quando Deus liberou para os homens o conhecimento sobre como ser jornalista, determinou que aquele "saber" iria ficar restrito a um grupo muito pequeno e selecionado. Mas, neste pequeno grupo, onde todos se achavam "Semi-Deuses", já havia aquele que iria trair as determinações divinas. Então, aconteceu o pior !!!!Deus, aborrecido com a traição, resolveu fazer valer alguns mandamentos:
1º Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental;
2º Não verás teu filho crescer;
3º Não terás feriado, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga;
4º Terás gastrite, se tiveres sorte. Se for como os demais terás úlcera;
5º A pressa será teu único amigo e as suas refeições principais serão os lanches, as pizzas e o "China in Box";
6º Teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se te sobrarem cabelos;
7º Tua sanidade mental será posta em cheque antes que completes cinco anos de trabalho;
8º Dormir será considerado período de folga, logo, não dormirás;
9º Trabalho será teu assunto preferido, talvez o único;
10º A máquina de café será a tua melhor colega de trabalho, porém, a cafeína não te fará mais efeito;
11º Terás sonhos, com clientes, e não raro, resolverás problemas de trabalho neste período de sono;
12º Exibirás olheiras como troféus de guerra;
13º E, o pior... Inexplicavelmente gostarás de tudo isso...

quarta-feira, 18 de junho de 2008

"Quando eu quero mais eu vou pra Goiás"


Primeiramente quero dizer que não gosto de sertanejo, mas me fiz desse trecho de uma música daquele estilo para ilustrar quão bem a Cidade de Goiás me faz.


Não há nada mais divertido do que correr nas ruas de pedra morrendo de medo de cair. Eu parecia uma criança aprendendo a andar. Como diz o povo do Toma lá da cá, foi Mara! Só cheguei em Goiás no sábado a noite, mas foram as melhores horas desse ano. Conheci pessoas novas, quer dizer, estudamos na mesma faculdade há no minímo um ano e meio, mas eu nunca tinha os visto. O mais engraçado é que agora topo com eles de 5 em 5 minutos. Estreitei amizades, revi uma moça que não via tinha uma cara...enfim, sai da rotina monótona. Ahhhhh, sair da rotina, se eu pudesse fazer isso toda semana acho que não teria metade das angústias que tenho.


Pois bem, vamos aos relatos. Tava muito frio, isso impossibilitou que eu e o Renato ficássemos bêbados no sábado a noite. Melhor assim, porque desse jeito posso me lembrar mais nitidamente do show do Cachorro Grande, eita trem bão sô! O do Casa Bizantina também foi agradável. Contudo, o melhor do sábado foi o seguinte diálogo: "Você tá rindo ou chorando? ahh, nuuumm seiii". Mas domingo já acordamos e vinte minutos depois estávamos tomando umas geladas. O caloteiro do Israel ficou me devendo duas por sinal. Depois aquele riozinho paia. Foi muito chato. O jogo daquilo que chamam de seleção eu prefiro não comentar. Ai veio a coletiva com o Luiz Melodia. Só eu e o Israel sabemos o medo que passamos, mas foi divertido. Mas o Bar Meia Ponte nos reservava uma noite fria, porém agradável, as margens do Rio Vermelho. Outra passagem que merece destaque é o arremedo filme que fizemos, em breve posto ele aqui. As trelas no quarto domingo a noite...já bate aquela saudade


Resumidamente foi isso, claro que tem coisas que não podem ser reveladas. Faz parte do show! Só espero não morrer antes de reviver momentos como esses!



quarta-feira, 11 de junho de 2008

Dia Maldito!!!!!

Eu poderia escrever isso tudo em terceira pessoa, mas devido ao texto ai debaixo acho melhor não. Mas vamos ao que interessa...Eu odeio dia 12 de junho! Essa data me deprime. Vários são os motivos, o principal deles é o fato de em praticamente 20 anos de vida eu não ter passado nenhuma data dessas com uma namorada. E não pensem que é fácil escrever isso aqui, por mais que eu sabia que só umas duas ou três pessoas irão ler.
Tudo começou láááááá na sexta série, no auge dos meus 12 anos. Aconteceu o primeiro beijo, os primeiros rolinhos de escola e tudo mais. O tempo passou, eu cresci. Fui morar em Pires do Rio com meu pai. Lá aprendi tanta coisa...a beber, a fazer sexo, a trabalhar, a ter responsabilidade, a ser homem de verdade. Aprendi quase tudo, menos como ter uma mulher. Voltei para Goiânia e, infelizmente, em embrólio prosopopólio continuou. Muitas senhoritas já passaram, quer dizer, talvez não tenham sido tantas, sei lá. Até mesmo por que quantidade não significa qualidade. Mas enfim, eu a conheço, algumas eu até chego a conquistar, mas depois acontece algo que extrapola meu conhecimento. Já perdi horas de sono, de trabalho e até de treino pensando no que eu faço de errado para não conseguir me firmar com ninguém. Conclusão? As mais variadas que se pode imaginar. Dias depois vejo que são todas infundadas e patéticas. Ta aí, talvez eu seja patético, infundado, chato...
Ah que saudade dos tempos de Priscila, Eliane...é acho que só essas duas foram namoros de verdade, por mais que tenham durado ligeiros sete meses. Quão ridículo estou sendo nesse texto? Posso lhes prometer que só fico idiota assim uma vez no ano! Mas quando chega o tal 12 de Junho...Se você não me ver nessa data na faculdade, na rua, ou sei lá aonde, acredite: foi melhor para mim e para ti.
Se quiser ouvir uma boa música...http://br.youtube.com/watch?v=ST4IlZWqhbQ

terça-feira, 3 de junho de 2008

A tal terceira pessoa

Textos escritos em terceira pessoa são legais. Facilitam a leitura, a torna mais leve e dinâmica. Bons escritores adoram escrever de tal modo. Na maioria das vezes transferem para a tal terceira pessoa experiências próprias, que nem sempre são agradáveis.

"Ele chegou, ficou olhando a moça, mas não teve coragem de ir até lá", cria tipo rapaz. Foi tu quem se acovardou diante a situação e fica ai colocando culpa nos outros. "O primo do vizinho do amigo do meu cunhado..."quanto vazio.

Umas das coisas mais importantes do mundo é a auteticidade. Ninguém pode condenar-te por escrever assim, mas também não o poderiam se colocar que quem passou por aquilo tudo foi você mesmo. E ai podes pensar "mas é romântico!". Devo concordar que sim, mas tudo, até mesmo o sexo, em excesso faz mal. E, talvez, se você escrever algo direto, dando nome aos bois (ou vacas) a pessoa que você quer agradar se sinta mais lisonjeada ainda. Mas isso vai variar de acordo com a capacidade intelectual e emocional das pessoas com quem você se envolve. E também da sua, é claro!